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Este blog foi criado com o intuito urgente de ser ferramenta para o fortalecimento e a mobilização dos alunos e profissionais da sociologia e filosofia do Estado de Sergipe (licenciados ou bacharéis) preocupados com a Sociologia e a Filosofia no ensino médio e que anseiam pelo cumpirmento devido da lei nº 11.684/2008. Contato: sociologosefilosofos@hotmail.com.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que resolve a RESOLUÇÃO Nº 397/CEE, DE 04.10.2007 ??

Qual a referência empírica, téorica e jurídica justifica e respalda a permanência de um decreto estadual que estabelece como apto profissionais licenciados em outras áreas ministrarem as disciplinas de Sociologia e Filosofia nas séries do Ensino Médio, tendo cursado apenas duas disciplinas (ou 120 hs) pertinentes aos referidos cursos, diante de um total mínimo de formaçao composto por mais de 2.500 horas?

Esta pergunta parece não ser Resolvida pela RESOLUÇÃO Nº397/CEE, DE 04.1O.2007 que vem regulamentando o ensino de Sociologia e Filosofia na Rede de Ensino do Estado de Sergipe.
De um outro ponto de vista, podemos tentar compreender o que resolve a referida RESOLUÇÃO, quando indagamos para quais atores sociais torna-se um problema ter que cumprir a Lei 11.684/2008 em conformidade com a LDB 9.394/96, que como sabemos torna obrigatório o ensino de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio, por um profissional licenciado na respectiva área de ensino?

Abaixo segue aos interessados a chamada Licença Precária, uma Resolução que não anuncia muito bem quais os problemas que se propõe a resolver.


RESOLUÇÃO Nº 397/CEE, DE 04.10.2007
Dispõe sobre a inclusão obrigatória de Filosofia e
Sociologia no currículo do Ensino Médio das instituições
de ensino que integram o Sistema Estadual de Ensino de
Sergipe.
O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SERGIPE, no uso de suas
atribuições legais, e com fundamento no Parecer CNE/CEB nº 38, de 7 de julho de
2006, tendo em vista a Resolução CNE/CEB nº 4, de 16 de agosto de 2006, resolve:
Art. 1º As instituições de ensino públicas e privadas integrantes do Sistema
Estadual de Ensino de Sergipe devem incluir, obrigatoriamente, Filosofia e Sociologia
no currículo do Ensino Médio em todas as modalidades, a partir do ano letivo de 2008.
§ 1º As instituições que adotarem, no todo ou em parte, organização curricular
estruturada por disciplina, deverão incluir as de Filosofia e Sociologia.
§ 2º Nos currículos das instituições que adotarem organização flexível, não
estruturados por disciplinas, deverá ser assegurado tratamento interdisciplinar e
contextualizado, visando ao domínio de conhecimento de Filosofia e Sociologia
necessários ao exercício da cidadania.
Art. 2º Os conteúdos do ensino de Filosofia e Sociologia serão oferecidos com
observância às Orientações Curriculares Nacionais definidas para o Ensino Médio.
Art. 3º A Filosofia e a Sociologia integrarão o currículo do ensino médio, de
forma a garantir aos discentes o acesso ao conhecimento.
Art. 4º Para o exercício da docência no ensino de Filosofia, exigir-se-á em
ordem de prioridade:
I. Licenciatura em Filosofia;
II. Licenciatura com Pós-Graduação em Filosofia;
III. Licenciatura em Ciências Sociais ou Sociologia;
IV. Licenciatura em História;
V. Licenciatura em Pedagogia;
VI. Licenciatura em Letras.
Parágrafo único. Nos incisos III, IV, V e VI o docente deverá comprovar no seu
histórico escolar, no mínimo, cento e vinte horas cursadas da disciplina de Filosofia.
Art. 5º Para o exercício da docência no ensino de Sociologia, exigir-se-á em
ordem de prioridade:
I. Licenciatura em Ciências Sociais ou Sociologia;
II. Licenciatura com Pós-Graduação em Sociologia;
III. Licenciatura em Filosofia;
IV. Licenciatura em História;
V. Licenciatura em Pedagogia;
VI. Licenciatura em Letras.
Parágrafo único. Nos incisos III, IV, V e VI o docente deverá comprovar no seu
histórico escolar, no mínimo, cento e vinte horas cursadas da disciplina de Sociologia.
Art. 6º A instituição de ensino, independentemente da organização curricular
adotada, deverá oferecer condições para a inclusão de Filosofia e Sociologia com
professores licenciados para docência desses componentes.
Art. 7º As mantenedoras poderão desenvolver, em convênios com as Instituições
de Ensino Superior que ofertem cursos de licenciatura em Filosofia, Sociologia ou
Ciências Sociais, programas de formação continuada com a finalidade de proporcionar
aos docentes de Filosofia e Sociologia especialização no ensino de sua disciplina.
Art. 8º Esta Resolução entrará em vigor, após homologada, na data de sua
publicação.

Sala Prof. Acrísio Cruz, em Aracaju, 04 de outubro de 2007.
MARLENE ALVES CALUMBY
Presidenta
D.O.E. 12.11.2007
Biblioteca Pública Epifânio Dória
Prolongamento da Rua Vila Cristina, S/N
Telefax: 3179-4225 CEP 49020-150 Aracaju-SE
E-mail: ceese@seed.se.gov.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ATA DA REÚNIÃO SOFIUNE- DIA 01/10/2009

Ata de reunião dos estudantes e formados em Ciências Sociais e Filosofia para definir nossas estratégias e formar novas comissões dentro do movimento, realizada no dia 01 de outubro de 2009.

1 Ao primeiro dia do Mês de outubro de dois mil e nove, no hall da didática V,
2 na UFS, reuniram-se a comissão do SOFIUNE e alunos de Ciências Sociais
3 Para definir novas posições a serem tomadas pelo movimento e discutir as
4 Ações realizadas até o presente momento. Estiveram presentes: Ewerton
5 Clauber, Silvio Matheus, Liliane Maria, Tatiane Machado, Vanessa Barreto,
6 Lucas Barbosa, Larissa Bomfim, Lídia Matos, Sidney Boreas, William Santana
7 Maria da Conceição e Igor Macedo.Iniciou-se a reunião falando-se sobre o oficio
8 Levado à SEED por Vanessa, a mesma contou que receberam no protocolo e
9 Disseram que iriam encaminhar ao Secretário José Fernandes de Lima, dito isto
10 Larissa Bomfim (graduanda) falou que tem alguns contatos na SEED e conseguiu
11 marcar uma audiência com Sérgio (setor de Recursos Humanos) e Fábio Leite
12 ( assessor do secretário de Educação) para o dia 05 de outubro de 2009 às 15
13 horas na própria sede da SEED. Durante a reunião ficou decidido que um grupo
14 formado inicialmente por Larissa, Silvio, Sidney e Vanessa vão comparecer a
15 reunião e entregar o mesmo documento que foi enviado no dia 30 de setembro
16 Ao secretario. Em continuidade, Vanessa trouxe sugestão de Alan ( Mestrando
17 Em Ciências Sociais-UFS ), que deveríamos falar com o Reitor em audiência
18 oficial sobre o nosso movimento e pedir o apoio da Reitoria, comprometeram-se
19 fazer parte desta comissão além de Alan, Tatiane e Liliane,Na ocasião Tatiane
20 comprometeu-se também em conseguir, quais os docentes e discentes que fazem
21 parte do CONSU/CONEPE. Em seguida, as reuniões semanais foram avaliadas e
22 o grupo presente decidiu que é mais viável a feitura de reuniões quinzenais.
23 Dessa maneira, ficou estabelecido que a data da próxima reunião está prevista
24 para o dia 15 de outubro (dia do professor) às 18:30 no Hall da Didática V. a
25 decisão foi tomada para evitar o esvaziamento das reuniões.Diante disto, Larissa
26 sugeriu que o grupo deve fazer uma mobilização na UFS que chame a atenção
27 dos estudantes da graduação, convocando-os para participar das reuniões e
28 colaborar com o movimento (efetiva divulgação nas salas de aula, faixas e
29 cartazes). Todos concordaram, porém com algumas ressalvas, não podemos

1 fazer um grande evento sem dados consistentes, que ainda estamos tentando
2 conseguir. Continuando, Ewerthon sinalizou que haverá outra assembléia
3 geral dos estudantes de Ciências Sociais organizado pelo Centro Acadêmico
4 de Ciências Social (CACAM) na próxima segunda feira, dia 05 de outubro às
5 19h30min no auditório da Pós-Graduação, DID II. O mesmo enfatizou ainda
6 que é importante a presença de outros membros da comissão do movimento
7 durante essa reunião. Os alunos da graduação, que estiveram presentes, irão
8 articular os contatos com suas respectivas turmas, divulgado o Blog do
9 movimento nas salas e passando os informes para os colegas.
10 Lucas e William (2º período) vão fazer uma visita no Grêmio estudantil do
11 CEFET no dia 09 de outubro para explicar os objetivos do SOFIUNE e
12 solicitar o apoio dos alunos do Ensino Médio da Instituição, nessa mesma
13 reunião, tentarão articular um contato com o grêmio estudantil do Atheneu e
14 Dom Luciano. A aluna Lídia (6º período) vai entrar em contato com o grêmio
15 do Colégio Aplicação. Essas reuniões têm caráter estratégico para que o
16 movimento ganhe força nas escolas estaduais, visando um futuro apoio
17 desses estudantes. Sidney comprometeu-se entrar em contato com a aluna
18 Daiane do grêmio do colégio Dom Luciano. Nada mais havendo a tratar a
19 reunião foi encerrada. E para constar, eu Tatiane Trindade Machado, redatora
20 ad hoc da comissão, lavrei esta ata que após lida foi aprovada por membros da
21 comissão. Cidade Universitária Profº Jose Aloisio de campos, 01 de outubro
22 de 2009.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A LUTA VAI ALÉM DE SERGIPE!

PROFESSORES DE SOCIOLOGIA EM LUTA NA PARAÍBA.

GOVERNADOR MARANHÃO: QUEREMOS O NOSSO EMPREGO!

1-A lei 11.684, de 02 de junho de 2008, incluiu as disciplinas de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio.

2-No Estado da Paraíba existe a Resolução 227/2007 do Conselho Estadual de Educação que no Art. 6 estabelece: para o exercício da docência de Sociologia, exigir-se-á a Licenciatura em Sociologia ou Licenciatura em Ciências Sociais.

3-A Comissão encarregada de elaborar o concurso, constituída em 2008 no governo anterior (Cássio) falhou ao ignorar: a CONSTITUIÇÃO, a LDB do Brasil e a RESOLUÇÃO CEE 277/2007 da Paraíba.

4-Governador Maranhão: o Senhor vai deixar que um erro do Governo passado (Cássio) perdure na sua gestão?

5-Cerca de 152 cientistas sociais que fizeram o concurso para ensinar Sociologia e foram APROVADOS, CLASSIFICADOS e NOMEADOS estão impedidos de trabalhar nas escolas do estado.

6-Cerca de 150 mil alunos das escolas estaduais da Paraíba estão sem professor de Sociologia.

7-O edital e as atitudes de intransigência dos Secretários de Administração e de Educação e seus subordinados penalizam a UFPB, UFCG e todas as Universidades do nordeste, bem como o seu alunado que ingressou no Curso de Ciências Sociais a partir de 1998.

8-Governador, uma solução pacífica e imediata do problema é corrigir a ILEGALIDADE do ITEM 2.1 do Edital com um TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA.

9-Governador Maranhão: as funcionárias Terezinha Alves Fernandes e Vera Lins estão acima das leis e da sua autoridade?

O ITEM 2.1 DO EDITAL É ILEGA!
É uma vergonha para a Paraíba!
É INCONSTITUCIONAL!

QUEREMOS A IMEDIATA SOLUÇÃO DO PROBLEMA!
Movimento de Luta dos Professores de Sociologia da Paraíba

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ata da reunião ordinária do Movimento dos Sociólogos e Filósofos Unidos, realizada no dia 24 de setembro de 2009.

Ao vigésimo quarto dia do mês setembro de dois mil e nove, às dezoito horas e trinta minutos, reuniram-se ordinariamente a Comissão Organizadora do movimento Sociólogos e Filósofos Unidos sob a comunicação de Ewerthon (Articulação política) e Sidhney Boreas (Coordenação de pesquisas), estando presentes os seguintes participantes: David Wanderson Soares dos Santos e Lucas Barbosa Carvalho (alunos de Ciências Sociais); além de outros alunos que lá estiveram passageiramente, tais como: Selma Maria Sobral (representante discente de Filosofia) e Maria Rita (graduanda em Ciências Sociais). Os outros membros da Comissão justificaram suas ausências: Aline (Relatoria) por estar com problemas de saúde e por estar concluindo o texto da dissertação de mestrado; Lavínia Souza da Cruz (Comunicação) por estar concluindo a dissertação para a qualificação de mestrado; Vanessa (Assuntos Jurídicos) por estar viajando; e Liliane (Assuntos Jurídicos) por estar com problemas pessoais. Devido a algumas atividades envolvendo alunos de Ciências Sociais, observou-se um decréscimo no quorum, mas se pode iniciar a reunião às dezoito horas e cinqüenta minutos, sendo obedecida a seguinte pauta: 1) Informes; 2) Plano de ação. Ewerthon Clauber iniciou a reunião comunicando os informes, nestes apareceram à entrevista do movimento que saiu no Portal Infonet, a audiência com o Deputado Federal Iran Barbosa, a audiência com a Deputada Estadual Ana Lúcia; e a aproximação do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACAM), que vendo a luta do movimento como uma melhoria na educação, percebeu-se que a luta que já vinham tratando na reformulação da grade do curso de Ciências Sociais que vise à licenciatura para o Ensino Médio, tem tudo a ver com as causa levantadas. Depois de algumas discussões a respeito de determinadas ações junto a grêmios estudantis com o graduando Lucas Carvalho, Ewerthon Clauber precisou se ausentar, ficando Sidhney Boreas como responsável por encaminhar a reunião. Sidhney retomou o primeiro item da pauta, fazendo um balanço do que o movimento em pouco tempo já conseguiu. Primeiramente, informou que a entrevista concedida ao Portal Infonet deu força ao grupo e a aceitação da comunidade externa à Academia, fazendo-a ver que não basta ter uma Lei sancionada, mas que é preciso agir para que ela seja efetivada na prática e que não aconteça omissão das causas como o são pela Licença Precatória. Dito de outro modo, que por mais que os Colégios implantem os ensinos de Filosofia e Sociologia, uma vez obrigados pela Lei, isso não garante aos profissionais destas áreas (que saem da Universidade) espaço lá fora, uma vez que seus cargos são ocupados por outros professores, que o próprio Estado contrata ou remaneja sem abrir concurso público para os devidamente formados. Cabe aqui, incluir a fala do graduando David dos Santos, que em outro momento ressaltou que em suas pesquisas constatou que professores de outras áreas como as de história, que lecionam Sociologia e Filosofia, dão a maior força ao movimento e dizem não se sentirem habilitados para ensiná-las; segundo ele, um dos professores disse que até dá para enganar os alunos nas aulas de Sociologia, mas nas de Filosofia as coisas ficam difíceis. Sidhney lembrou ainda que, como no ano corrente é obrigatório o ensino destes componentes no primeiro ano, era para já ter sido aberto concurso público. Em seguida, firmou que paralelamente à entrevista, a audiência com deputado federal Iran Barbosa aumentou às perspectivas de um estudo sobre as causas reivindicadas, e em decorrência dessa audiência, pôde-se ter outra, desta vez com a deputada estadual Ana Lúcia dentro da própria Assembléia Legislativa. E isso significou que os membros do movimento já estavam negociando as reivindicações com os próprios legisladores; como ficou bem claro no resultado desta audiência, na qual a deputada se prontificou de levar às discussões ao Plenário ou à Comissão de Educação, além de apoiar o movimento na mobilização dos jovens do Ensino Médio para levá-los em Audiência Pública. Partindo para o segundo item da pauta, o plano de ação, Sidhney aventou a urgência em se ter os dados das pesquisas das escolas em mãos na próxima reunião, assim como fora observado por Ewerthon em discussões anteriores. A graduanda Maria Rita disse que pretendia ir a uma DR para obter as informações solicitadas nas pesquisas. Sidhney disse que seria difícil as conseguir pela DR. Entretanto, por mais que fosse possível e que se tivesse em mãos estas pesquisas, não se poderia substituir às feitas em campo, pois como a DR é um divisão do setor público, seus dados só servirão na mesma categoria que irão servir os dados solicitados à Secretaria de Educação, isto é, precisa-se impreterivelmente dos dados coletados nas próprias escolas para compará-los aos do Governo, fazendo-se um raio-x das informações oficiais. Uma vez que o quorum foi baixo, ficou para constar em ata: i) essa urgência alertando a todos os participantes que já se inscreveram em fazer as pesquisas para se adiantarem e devolvê-las o quanto antes; ii) a alteração nas datas ou horários das reuniões, para passar talvez a ser quinzenais, com o intuito de se ter mais tempo de elaborá-las e de não se tornar desinteressante para os simpatizantes, uma vez que podem passar a não demonstrar tanto interesse em acompanhá-la pessoalmente, uma vez que toda a semana ocorre, fica sempre para ir à próxima; iii) como tornar visível o movimento via cartazes e via comunicação presencial nas salas de aulas da Filosofia e das Ciências Sociais. Encaminhando-se ao fim da reunião, foram reafirmadas as propostas de Lucas Carvalho em marcar uma audiência com o deputado Francisco Gualberto, para nos firmarmos ainda mais. A outra proposta foi a de entrar em contato com um dos membros de movimentos políticos estudantis, para mobilizar junto aos grêmios do antigo CEFET, do Dom Luciano, e, quiçá, do Atheneu e do CODAP, alunos do Ensino Médio interessados em ir à reunião que discutirá na Assembléia Legislativa, as questões ao redor da Filosofia e Sociologia no Ensino Médio. Nada mais havendo a tratar, Sidhney deu por encerrada a reunião ordinária às dezenove horas e quarenta e dois minutos e, para constar, eu, Sidhney Boreas, coordenador de pesquisas e suplente na Relatoria, lavrei a presente ata que dato e assino após a leitura, aprovação e assinaturas dos Membros da Comissão Organizadora que estiveram presente no hall da didática V, na Universidade Federal de Sergipe, Cidade Universitária “Prof. José Aloísio de Campos”, ao vigésimo quarto dia do mês setembro de dois mil e nove.


___________________________________

Ewerthon Glauber (Articulação Política)
Sidhney Boreas (Coordenação de Pesquisa)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REÚNIÕES

Olá galera, FICOU DECIDIDO NA ÚLTIMA REÚNIÃO do SOFIUNE que as mesmas serão quinzenais, para que todos possam participar, no entanto continuará sendo na didática V, o pessoal da comissão está trabalhando bastante e algumas ações estão sendo feitas, ocorreram reúniões com o Deputado Federal Iran Barbosa e com a deputada Ana Lucia, A última novidade é que foi entregue o ofico na SEED, com as solicitações abaixo:

1-Quais são as escolas públicas e particulares do Estado de Sergipe que já implantaram Sociologia e Filosofia?
2-Quais são as escolas que ainda não implantaram as disciplinas no ensino médio de acordo com a Lei 11.684/08?
3- Qual a formação desses professores?
4-Qual o vinculo de tais professores com as instituições?
5-Há quanto tempo esses professores lecionam Sociologia e Filosofia?

O fato é que o movimento está ganhando força e precisamos nos unir cada vez mais, contamos com a preseça de todos os interessados, na proxima que será no dia do Professor 15/10/2009. Um grande abraço.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Outras lutas pela Sociologia e Filosofia no Brasil


Balanço da luta pela Sociologia e Filosofia: repercussões, desdobramentos e propostas de encaminhamentos
Car@s amig@s colegas sociólg@s:
Realizamos no dia 10 de julho, uma primeira reunião de avaliação da luta pela aprovação da obrigatoriedade da sociologia e filosofia nas escolas do ensino médio do país, da diretoria do Sindicato dos Sociólogos do Estado e São Paulo. No dia 12 de julho, quarta-feira, com a presença de 12 professores, realizamos na sede da Apeoesp, uma reunião do coletivo de professores de Sociologia e Filosofia da entidade, com a presença do Sinsesp. Fizemos um balanço da luta, as repercussões que teremos em curto prazo e os desdobramentos e propostas que aprovamos para encaminhamentos. Segue aqui um breve relato.
Balanço histórico
O Sinsesp avalia como extremamente positivo essa vitória por unanimidade junto ao CNE na última sexta-eira, dia 7 de julho, dia esse que entrará pra a história do movimento docente no país e fundamentalmente para a categoria dos sociólogos brasileiros.
Do ponto de vista do Sinsesp, que apostou todas as suas fichas nessa luta, investiu todos os seus recursos materiais e humanos nessa campanha, avaliamos como extremamente acertada a tática de atuarmos juntos com os professores, com o sindicato de sua categoria profissional e com os cursos e ciências sociais. Para isso, "colamos" nossa atuação na Apeoesp, em SP, maior sindicato de professores da América Latina. Com essa entidade, realizamos, desde 1998, sete encontros estaduais de professores de sociologia e filosofia. E com os cursos de CS, foram mais de dez encontros (nem sempre todos o 13 cursos estiveram presentes). Avaliamos, portanto, que os estados que adotaram essa tática, de atuar em conjunto com professores e cursos, também tiveram vitórias e darão altos organizativos. A vitória não é só do Sinsesp, mas do conjunto da categoria dos sociólogos brasileiros, dos professores de ambas as disciplinas e das nossas entidades representativas nos estados.
Algumas datas são importantes ser registradas, pois como vimos falando, nossa luta dura quase dez anos (não retrocedemos nem a 1979, quando a antia Asesp em SP tinha uma comissão de luta pela sociologia no EM, antigo 2º grau e formulou o primeiro programa e proposta pedagógica de ensino das disciplinas nas escolas estaduais, bem como quando o deputado Mauro Bragato, sociólogo, apresentou na Assembléia Legislativa o primeiro projeto que obrigava o ensino, vetado pelo então governador Paulo Maluf).
Algumas datas que na podemos esquecer:
· Setembro e 1996 - realiza-se o 10º Congresso nacional de Sociólogos em Porto Alegre, que define, como luta central, entre outras, a campanha pela sociologia no ensino medo. Al congresso elegeu-me presidente da Federação Nacional dos Sociólogos;· Dezembro de 1996 - É aprovado e sancionado a Lei nº 9.394, conhecida como LDB, ms com um viés neoliberal, de negar disciplinas, ainda que mencione de forma clara "ensino de Sociologia e Filosofia para o exercício da cidadania";· Outubro de 2001 - O deputado federal Padre Roque, do PT do Paraná, sociólogo e professor de filosofia, apresenta projeto de Lei que torna clara e explícita a obrigatoriedade do ensino e ambas as disciplinas no EM;· 1998 - governo neoliberal tucano de FHC, reage à proposta legislativa, com pareceres elaborados pela tucana Guiomar Namo de Melo, do CNE. No dia 1º de junho é aprovado no CNE o parecer 15/98 e no dia 26 de junho é aproada a resolução 03/98, cujos conteúdos, de forma praticamente explícita, negam a obrigatoriedade do ensino de sociologia e filosofia no EM, com base em uma interpretação ainda mais neoliberal da própria LDB. Nesse mesmo ano, o Sinsesp inicia com a Apeoesp, uma parceria que durará até os dias atuais, realizando o 1º Encontro Estadual de Professores de Sociologia e Filosofia;· Setembro de 2001 - Após ser aprovada na Câmara por unanimidade, o PL do Padre Roque é aprovado no plenário por 40 votos a favor e 20 contra e vai à sanção presidencial;· 8 de outubro de 2001 - O sociólogo e presidente FHC, veta na íntegra o projeto do Padre Roque. A FNSB orienta aos estados que a lua deve se voltar para as assembléias legislativas estaduais com a aprovação de PLs que obriguem o ensino em Ada estado, ampliando-se ainda a luta com a discussão com as comissões e vestibulares das grandes universidades, especialmente as públicas, para que adotem ambas as disciplinas, bem como que e mantenham contatos com as secretarias estaduais de educação, para introduzir as disciplinas pela via administrativa;· 2003 - O deputado Dr. Ribamar Alves, do PSB do Maranhão, reapresenta o PL do Padre Roque, com algumas modificações, o que passa a ter o apoio do Sinsesp e da FNSB. No ano seguinte, em junho, um requerimento de 51 deputados, impede que o PL, aprovado pelas duas comissões da Câmara, seguisse direto ao Senado;· 2004 - O Sinsesp, vendo que o processo pela via legislativa estava emperrado, decide oferecer ao MEC uma proposta detalhada, para que a resolução 03/98 seja alterada. Tal proposta, foi elaborada pelo diretor da entidade, Prof. Dr. Amaury César Moraes, da USP. Enviamos a MEC e lá fizemos pelo menos três reuniões nacionais, para ir melhorando o texto final, sempre envolvendo as entidades nacionais como a UBES, a CNTE e a CONTEE;· Novembro de 2005 - O MEC, finalmente, envia a proposta ao CNE, para apreciação. Registre-se o apoio tanto do ministro Fernando Haddad, com o qual tivemos pelo menos três vezes nesse processo e do secretário nacional de Ensino Básico, Prof. Francisco Chagas;· 1º de fevereiro de 2006 - O CNE, através de sua Câmara de Ensino Básico - CEB, sob a presidência do Prof. César Calegari, sociólogo, realiza audiência pública, com entidades ligadas à luta contando com a presença de 20 pessoas, entre elas o Sinsesp, a Apeoesp, a Ubes, CONTEE, CNTE, entre outras. Calegari é um dos três relatores da proposta de mudança da resolução 03/98, junto com outro sociólogo Adeum Sauer e Murílio Hingel, ex-ministro da educação no governo Itamar Franco;· 10 de maio de 2006 - O Sinsesp e todas as entidades do comando nacional de luta comparecem à posse de novos conselheiros da CEB/CNE, entregam manifesto de apoio à luta e conversam com o ministro Haddad, pedindo-lhe mais uma audiência, incluindo parlamentares que apóiam nossa luta;· 7 de junho de 2006 - Cerca de 300 professores e estudantes comparecem à reunião do CNE, já sob a presidência da Profª Clélia Brandão Oliveira Craveiro, ex-reitora da Universidade Católica de Goiás. Como o parecer havia sido apresentado apenas na véspera da reunião, os conselheiros pedem que a decisão seja adiada para a reunião de julho, mas sinalizam que iriam aprovar a proposta. Nesse mesmo dia o ministro Haddad, e o secretário Chagas recebem mais de 20 lideranças do movimento no MEC e declaram de forma enfática que o governo apóia as mudanças no CNE;· 7 de julho de 2006 (sexta-feira) - O CNE aprova, às 12h30, por unanimidade, o relatório do Prof. César Calegari, que altera o artigo 10 da Resolução 03/98, tornando obrigatório o ensino das disciplinas de Sociologia e Filosofia em todas as escolas do Ensino Médio, dando aos sistemas estaduais de ensino um prazo máximo de um ao para a implementação. A proposta vai ao ministro Haddad, que deve homologá-la nos próximos dias.
Por fim, é importante registrar a coleta de adesões ao Manifesto de Apoio ao Ensino da Sociologia e Filosofia no EM. Em 2001, um manifesto semelhante foi assinado pelas maiores entidades do país. Desta vez, reeditamos o documento, atualizando-o e não só as mesmas entidades o assinaram novamente, como ele foi muito mais ampliado, com cerca de 350 assinaturas de entidades nacionais e estaduais, parlamentares, entidades científicas e acadêmicas, além de outras 350 assinaturas de lideranças profissionais e estudantis e intelectuais. Registramos e estranhamos a ausência das assinaturas do CRUB (Conselho de Reitores) e da SBPC, que em 2001 assinaram e desta vez não o fizeram.
Impactos da decisão do CNE
Nós ainda precisaremos de algum tempo para aquilatar a dimensão, em sua totalidade, da decisão tomada pelo CNE. O certo é que, entre 2001, depois que FHC vetou a Lei e 2006, quando da aprovação da modificação, pelo menos 17 estados já adotam ambas as disciplinas em seus sistemas de ensino com quantidades variadas de carga horária e conteúdos bastante diferentes e diversificados. Vivemos hoje situações como o RJ, que tem uma aula apenas de cada disciplina em apenas uma as séries do EM e situações como a do DF, que tem duas aulas de ambas as disciplinas, nas três séries do EM.
Em nossa opinião, pelo menos os seguintes impactos ocorrerão de imediato (não necessariamente na ordem e sua importância):
· Muitos curso de CS e de Filosofia serão abertos, especialmente os de licenciaturas e os já existentes poderão ser ampliados e se consolidar;
· O mercado editorial será ampliado, com a produção de novos livros didáticos e materiais didático-pedagógicos e de apoio ao ensino. Livros antigos devem ganhar novas edições, revistas e ampliadas;
· Serão oferecidos cursos de capacitação docente e atualização pedagógica para professores de Sociologia e de Filosofia, pois muitos professores encontravam-se afastados da docência ou habilitaram-se para o ensino de outras disciplinas e agora poderão retornar à docência de sua formação original;
· O movimento docente e dos sociólogos sentirão falta, de imediato, de uma proposta de ensino, de conteúdo e de currículo mínimo nacional, de ambas as disciplinas, haja vista a diversidade do que se leciona em todos os estados que, de alguma forma, já adotam as disciplinas ("o que ensinar" e "como ensinar", possa a ser questão central para os docentes e suas entidades);
· Poderão contratados cerca 10 mil professores de cada uma das disciplinas em médio prazo.
Tarefas que se impõe e seus desdobramentos
O Sinsesp e a Apeoesp também avaliaram os próximos passos, não só em plano estadual, mas aponta ainda perspectivas e desdobramentos em plano nacional. As seguintes propostas foram discutidas e as apresentamos ao conjunto dos professores, suas entidades e entidades representativas de sociólogos brasileiros existentes no país:
· Todas as entidades de sociólogos (sindicatos, associações e comissões pró-entidades) nos estados, devem atuar em conjunto com os sindicatos de professores das redes públicas e privadas bem como com as entidades estudantis secundaristas e universitárias e com eles encaminhar as propostas que apresentamos, as discussões sobre currículo e carga horária, as negociações com as secretarias de educação e órgãos normatizadores de ensino;
· Devemos fazer imediatamente um levantamento rigoroso e completo de quantos cursos de CS e de Filosofia temos em cada estado e qual desses oferecem licenciaturas;
· Devemos abrir contatos e negociações imediatas com as comissões de vestibulares das grandes universidades públicas em cada estado, no sentido de que elas passem a adotar, já em 2007, a exigência de Sociologia e Filosofia, como diversas federais já o fazem em todo o país;
· Devemos solicitar imediatamente audiências com os secretários estaduais de educação e com os conselhos estaduais de educação, no sentido de exigir o imediato cumprimento da norma do CNE, mesmo nos estados que já adotam as disciplinas (a realidade nacional alterou-se e devemos ampliar nossa carga horária); devemos exigir, se possível, a implantação já a partir do início do ano letivo em 2007;
· Devemos fazer desde já um levantamento de todos os currículos e propostas pedagógicas do que é ensinado em ambas as disciplinas em todos os estados brasileiros (criação de um banco de currículos);
· Devemos reivindicar uma carga horária mínima de duas aulas semanais pra ambas as disciplinas em todas as três séries do ensino médio (12 aulas entre 90 aulas em três anos, o que perfaz 13% da carga horária total entre 13 disciplinas);
· Devemos lutar e exigir que apenas licenciados em Ciências Sociais e em Filosofia possam lecionar as disciplinas;
· Devemos seguir na luta pela aprovação do Projeto de Lei do Dr. Ribamar Alves (PSB/MA), de forma que ele siga o mais breve possível para o Senado, alterando o artigo 36 da LDB de forma a deixar bastante explícita a obrigatoriedade do ensino de Sociologia e Filosofia. Nos estados onde as disciplinas ainda não são obrigatórias, apresentar projetos de leis nas assembléias legislativas estaduais;
· Devemos exigir de imediato ou em médio prazo, a realização de concurso público para provimentos de cargos e professores de ambas as disciplinas em todos os estados;
· Devemos rumar para a realização do 1º Encontro Nacional sobre Ensino de Sociologia e Filosofia (indicado para ser realizado em SP entre os dias 3 e 5 de novembro de 2006) e organizado pela Apeoesp, Sinsesp e apoiado pela CONTEE, CNTE, CNTEC, Ubes, Fórum Sul Brasileiro de Ensino de Filosofia, UNE e sindicatos e associações de sociólogos nos estados, ANPOF, ANFOPE, contando com o apoio dos cursos de CS e de Filosofia. Ver a possibilidade do Encontro Nacional ser precedido por encontros estaduais;
· Elaborar uma cartilha contando o histórico da luta nacional, com alguns artigos assinados por diretores da Apeoesp e do Sinsesp, tentando documentar e historiar a luta nacional e nos estados.
Entendemos que estão podem ser algumas orientações para podermos discutir nos estados, com nossas entidades. Sabemos que entraremos em um período difícil para todos nós sindicalistas, especialmente os mais engajados, pelo fato de realizarmos campanhas eleitorais, mas temos que enfrentar esse desafio, organizar o Encontro Nacional, se possível apoiado pelo próprio MEC e garantirmos já no início do ano letivo de 2007, o maior número possível de estados com ambas as disciplinas e com a carga horária a mais ampla possível.
Forte e fraterno abraço a tod@s
Lejeune Mato Grosso Xavier de CarvalhoProfessor de Sociologia e Ciência Política da UnimepSociólogo da Fundunesp Membro da Aacademia de Altos Estudos Ibero-Árabe de LisbôaFones Residencias: 11-6155-4478 e 19-3255-6481 Fones Celulares: 11-9887-1963 e 61-8162-7981

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